O Fundo Europeu de Estabilidade Financeira aprovou esta terça-feira o desembolso de 3,7 mil milhões de euros para Portugal, na sequência das oitava e nona revisões do programa de assistência, que o seu diretor acredita que será concluído com êxito.

Com o desembolso deste montante, resultante da avaliação positiva da «fusão» das oitava e nona avaliações do programa de ajustamento ¿ concluídas no início de outubro passado -, fica apenas por atribuir 1,2 mil milhões de euros no quadro do programa de assistência financeira do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) a Portugal, cuja conclusão está prevista para meados do próximo ano.

Numa declaração hoje divulgada desde o Luxemburgo, por ocasião da aprovação do desembolso da tranche, o diretor do FEEF, Klaus Regling, comentou que, «após um par de anos de ajustamento intenso e esforços tremendos do seu povo, Portugal atinge agora a fase decisiva do caminho para reconquistar o acesso aos mercados, o objetivo derradeiro do programa do FEEF».

«Dado o notável progresso verificado até agora, este objetivo está ao alcance», afirmou Regling.

O diretor-executivo do mecanismo de resgate europeu já havia indicado, a 14 de outubro passado, no Luxemburgo, que, após a adoção formal da mais recente revisão do programa, conduzida pela missão da troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e concluída a 03 de outubro, seriam desembolsados 3,7 mil milhões.

Esta tranche eleva o desembolso acumulado pelo fundo europeu para 24,8 mil milhões desde 2011, e deixa 1,2 mil milhões para o próximo ano, a serem desembolsados no primeiro semestre, «claro que sempre ligado à condicionalidade», ou seja, a avaliações positivas da implementação do programa de ajustamento, indicou na ocasião o responsável máximo do novo mecanismo permanente de resgate e, ainda, do FEEF, fundo que ainda se encontra operacional até à conclusão do financiamento dos programas de assistência a Grécia, Irlanda e Portugal.