O presidente do Banco Central Europeu (BCE) aconselha Portugal a baixar impostos e avançar rapidamente com as reformas com que se comprometeu.

Num momento sério, em que a instabilidade política pode destruir o que demorou muito tempo a construir e à custa de muitos sacrifícios para Portugal, o presidente da instituição monetária deixa alertas e conselhos.

«Portugal é apenas um dos exemplos em que a situação económica continua sob stress e as dificuldades sociais são de facto muito elevadas», disse.

«E o que o BCE fez é basicamente dizer: ¿olhem, não destruam o progresso que estes países e em especial Portugal alcançou em matéria de consolidação orçamental¿. Mas façam uma consolidação orçamental amiga do investimento, baixem os vossos impostos, baixem as vossas despesas correntes, façam reformas estruturais», disse.

São orientações claras do homem forte do BCE, que está preocupado com a falta de crescimento. A economia europeia sofre de uma anemia diagnosticada, mas Mario Draghi acredita que ainda este ano haverá sinais de inversão.

Depois de Christine Lagarde do Fundo Monetário Internacional (FMI), também Mario Draghi admite que o programa de ajuda externa, no caso da Grécia, teve efeitos destrutivos com a recessão e o desemprego a dispararem.

Draghi atribui os erros à má informação contida nos relatórios disponibilizados à troika.