O diretor executivo do Mecanismo Europeu de Estabilidade (ESM) afirmou ao jornal brasileiro «Valor Económico» que o desempenho de Portugal até aos atuais «problemas políticos» era «muito bom», e não excluiu novo resgate ao país e à Grécia.

Em entrevista publicada hoje, o diretor executivo do ESM, Klaus Regling, afirma que «Portugal fez muito bem até algumas semanas atrás, quando começaram problemas políticos no Governo», adiantando que os «progressos têm sido importantes, o país implementou medidas fortes, mas não acabou e Portugal precisa de continuar».

No entanto, «se precisar de mais ajuda, o Governo pode pedir, mas é muito cedo para dizer [se necessitará] porque o programa de Portugal tem ainda quase um ano até acabar na metade de 2014», apontou.

Questionado pelo jornal económico se Portugal e Grécia poderão recorrer a um novo resgate, Regling afirmou «não excluir» a possibilidade.

Klaus Regling adiantou que «ainda há dinheiro disponível para o país» do fundo de estabilidade financeira e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

«Até muito recentemente os mercados compreenderam que Portugal tinha feito progresso considerável. As taxas de juros caíram significativamente para cerca de 6,8%, metade do registado no auge da crise».

Questionado se poderá acontecer a reestruturação da dívida em Portugal, Regling disse não ver necessidade, «embora possam existir algumas especulações».