O Japão registou um défice comercial de 180.776 milhões de ienes (1.371 milhões de euros) em junho, não obstante o aumento das exportações.

Segundo os dados do Ministério das Finanças japonês, entre janeiro e junho, o défice comercial do Japão ascendia a 4,84 biliões de ienes (36.742 milhões de euros), valor que refletia um recorde semestral motivado pela depreciação do iene, a qual encareceu as importações, apesar de ter impulsionado as exportações.

Durante a primeira metade do ano, o valor das importações aumentou 9,2% até aos 38,8 biliões de ienes (294 mil milhões de euros). Já as exportações subiram 4,2% no primeiro semestre até aos 33,9 biliões de ienes (257 mil milhões de euros), graças ao enfraquecimento do iene e à recuperação da economia norte-americana, indicou o Ministério das Finanças citado pela Lusa.

Só em junho, as vendas do Japão ao exterior subiram 7,4% face ao mesmo mês do ano anterior até aos 6,06 biliões de ienes (38.383 milhões de euros), enquanto as compras 11,8% fixando-se em 6,24 biliões de ienes (47.733 milhões de euros).

O saldo da balança comercial do Japão, tradicionalmente uma potência exportadora, manteve-se assim negativo em junho pelo 12º mês consecutivo.

As exportações, que representam cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB) do país, têm avançado ao longo dos últimos meses graças sobretudo à forte depreciação do iene, o que faz com que os produtos japoneses sejam mais competitivos no exterior.

Com a China, seu principal parceiro comercial, o Japão registou um défice comercial de 246.700 milhões de ienes (1.871 milhões de euros), mas conseguiu, por outro lado, um superavit de 544.677 milhões de ienes (4.132 milhões de euros) com os Estados Unidos.

Já com a União Europeia, o Japão registou, em junho, um défice comercial de 47.279 milhões de ienes (358 milhões de euros).