Os trabalhadores da Soflusa, responsável pelas ligações fluviais entre Barreiro e Lisboa, confirmaram a intenção de avançar para uma semana de greve, enquanto na Transtejo, empresa do mesmo grupo, os trabalhadores suspenderam a decisão.

Os trabalhadores da Soflusa reuniram-se hoje em plenário no Barreiro, que originou uma paralisação das ligações fluviais entre as duas margens durante a tarde, e decidiram manter a greve prevista para decorrer de 3 a 9 de novembro, de três horas por turno.

«Na Soflusa foi decidido manter a greve nos moldes previstos, de sete dias, três horas por turno. Vão ser assegurados os serviços mínimos, mas nos restantes períodos estipulados de greve, as ligações devem parar», disse à Lusa Frederico Pereira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

O sindicalista explicou que as paralisações vão afetar, em especial, as horas de ponta, referindo que os trabalhadores «reafirmaram com muita firmeza a sua vontade de lutar».

Já na empresa Transtejo, que pertence ao mesmo grupo e é responsável por todas as restantes ligações no rio Tejo, os trabalhadores, que também se reuniram em plenário, decidiram suspender a greve que estava prevista nos mesmos moldes que na Soflusa.

«Os trabalhadores da Transtejo não desistiram de lutar mas consideraram que esta não é a forma adequada. Os trabalhadores vão realizar um novo plenário no dia 08 de novembro para decidir outras formas de luta», explicou Frederico Pereira.

Os trabalhadores das empresas Soflusa e Transtejo estão contra aos impactos do novo regime jurídico do setor público empresarial, considerando que vão sofrer um redução salarial de cerca de 100 euros.