As ligações fluviais no rio Tejo na zona de Lisboa devem parar na tarde de quinta-feira devido a plenários dos trabalhadores das empresas Soflusa e Transtejo, que vão analisar os impactos do novo regime jurídico do setor público empresarial.

«Vamos avaliar os impactos que este decreto-lei n.º 133/2013 tem para os trabalhadores das empresas. Pelas nossas contas, vai significar uma redução de salários na ordem dos 100 euros», disse à agência Lusa José Oliveira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans).

O sindicalista explicou que os trabalhadores da empresa Soflusa, que faz a ligação entre o Barreiro e Lisboa, vão realizar um plenário com paralisação da atividade que começa cerca das 14:00 no terminal do Barreiro.

«Este é um plenário com paralisação da atividade, o que vai causar uma paragem nas ligações fluviais durante a tarde. É necessário responder a este ataque do Governo, que pretende diminuir os salários dos trabalhadores», afirmou.

Para o mesmo dia está agendado outro plenário com paralisação de atividade, na empresa Transtejo, responsável pelas restantes ligações fluviais no rio Tejo na Área Metropolitana de Lisboa, de modo a analisar as mesmas questões.

Segundo José Oliveira, as organizações sindicais das empresas de transportes estão a ponderar avançar para uma semana de greve, questão que vai ser também colocada aos trabalhadores da Soflusa e Transtejo.

A Lusa contactou o grupo Transtejo, a que pertencem as duas empresas, que confirmou a realização dos plenários.

O novo regime do setor público empresarial foi publicado na semana passada em Diário da República e define, entre outros aspetos, que é aplicável aos trabalhadores deste setor o mesmo regime previsto para os trabalhadores em funções públicas em relação ao subsídio de refeição e ao abono de ajudas de custo e transporte por deslocações, o que pode alterar o valores recebidos até agora nestas empresas.