Os trabalhadores do Metropolitano de Lisboa cumprem na quinta-feira uma nova greve parcial, entre as 05:00 e as 10:00, pelo que a empresa admite que o serviço só esteja normalizado às 10:30.

«Prevê-se a paralisação do serviço de transporte do metro entre as 06:30 (hora que abrem as estações) e as 10:00. Está previsto que a normalização do serviço ocorra a partir das 10:30», lê-se num comunicado publicado no site do Metropolitano de Lisboa.

À semelhança do que aconteceu em greves anteriores, também na quinta-feira a Carris vai reforçar durante esse período algumas das suas carreiras de autocarros coincidentes com os eixos servidos pelo metro.

As carreiras que vão ser reforçadas com um número suplementar de autocarros são as 726 (Sapadores-Pontinha Centro), 736 (Cais do Sodré-Odivelas), 744 (Marquês de Pombal-Moscavide) e 746 (Marquês de Pombal-Estação Damaia).

Desde a semana passada que os trabalhadores do metro têm em curso uma jornada de luta que passa por uma greve parcial por semana, por tempo indeterminado.

A primeira ocorreu no dia 09 de janeiro e está já agendada outra para dia 23 de janeiro.

Entre os motivos para estas paralisações está o decreto-lei 133/2012, que «pretende abrir as portas à concessão da empresa e, uma vez mais, reduzir trabalhadores, reduzir os seus direitos e reduzir a sua remuneração», afirmou a sindicalista Anabela Carvalheira em anteriores declarações à Lusa.

Os funcionários do Metropolitano de Lisboa contestam também o OE, que «visa uma vez mais os trabalhadores do setor empresarial do Estado, com cortes brutais, encaminhando estes trabalhadores para uma situação insustentável», acrescentou. Em causa estão, por exemplo, cortes na indemnização compensatória.