A Federação dos Sindicatos de Transportes anunciou esta terça-feira que os trabalhadores da Sociedade de Transportes Coletivas do Porto (STCP) vão realizar uma greve a 11 de maio, em defesa do carácter público da empresa e pela contratação de mais motoristas, escreve a Lusa.

De acordo com a federação, a paralisação visa “a reposição do número de trabalhadores necessários para garantir a oferta programada” e “acabar de vez com a sistemática supressão de dezenas de carreiras diariamente, que tem afetado os utentes desta empresa”.

A decisão de avançar com a greve foi aprovada na passada terça-feira num plenário de trabalhadores durante o qual foi também aprovada uma outra paralisação por tempo indeterminado, neste caso aos fins de semana e às últimas e primeiras horas das rendições dos motoristas. As datas para esta greve ainda não foram anunciadas.

No final desta reunião, o coordenador da Comissão de Trabalhadores (CT) da STCP, Pedro Silva, explicou que estas “formas de luta”, aprovadas por unanimidade em plenário, realizar-se-ão a partir da segunda semana de maio com o objetivo de alertar para a “falta gritante” de motoristas.

Pedro Silva frisou que faltam “cerca de 150 trabalhadores” na STCP fazendo com que, na troca de serviço, não haja, por vezes, substituto obrigando o motorista a continuar a “sua jornada de trabalho”, tendo de conduzir até 14 horas por dia.

Segundo o dirigente, a falta de efetivos, que se traduz em menos autocarros nas ruas, tem acentuado o descontentamento dos utentes e colocado em causa a segurança dos motoristas que tem sido alvo de agressões físicas e verbais.

Por seu lado, Jorge Costa, do Sindicato Nacional dos Motoristas (SNM), considerou que o serviço da STCP tem vindo a “degradar-se de forma propositada” para a empresa justificar a sua concessão.