A empresa Soflusa, responsável pelas ligações fluviais entre o Barreiro e Lisboa, anunciou esta quarta-feira uma taxa da adesão à greve parcial na empresa de 55%, enquanto o sindicato fala em valores na ordem dos 75%.

Os trabalhadores da Soflusa iniciaram na segunda-feira uma greve parcial de três dias, três horas por turno, que termina hoje e que afeta as ligações fluviais entre as duas margens do Tejo, em especial, nos períodos das horas de ponta da manhã e da tarde.

"Foi registado um nível de adesão à greve período noite/manhã de 55%, por partes das áreas operacional e comercial", disse à Lusa fonte oficial da empresa.


Segundo a mesma fonte, como já tinha acontecido nos dias anteriores, realizaram-se algumas carreiras extra entre as duas margens durante o período de greve previsto para a manhã de hoje.

Os trabalhadores da empresa, que já cumpriram na semana passada dois dias de greve parcial, exigem uma revisão da massa salarial.

Carlos Costa, do Sindicato dos Transportes Fluviais Costeiros e Marinha Mercante, afeto à Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), disse à Lusa que a adesão à greve se situa nos 75%.

"Tal como nos anteriores dias de greve, a taxa de adesão na área operacional situa-se nos 75%. Durante o período de greve realizaram-se algumas carreiras porque houve trabalhadores que não aderiram à greve", disse à Lusa.

As ligações entre as duas margens devem voltar a parar na tarde de hoje, entre as 17:35 e as 21:45.

A empresa anunciou também que durante a tarde de hoje, fora do período previsto de greve, está prevista a supressão de algumas carreiras entre as duas margens, nos dois sentidos, devido a "motivos de absentismo e de greve ao trabalho suplementar por parte de trabalhadores Soflusa".

A Soflusa, integrada na Transportes de Lisboa, juntamente com o Metro, Carris e Transtejo, tem cerca de 170 trabalhadores.