O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, elogiou esta quarta-feira o «sentido de responsabilidade» dos trabalhadores do Metro de Lisboa por decidirem adiar a greve convocada para sexta-feira por razões de segurança.

«Importa sublinhar o sentido de responsabilidade dos trabalhadores do Metro e das organizações sindicais que, face à possível perda de segurança da operação do metro, cancelaram a greve de sexta-feira», afirmou o governante no final da reunião da comissão parlamentar de Economia e Obras Públicas.

Em declarações aos jornalistas, Sérgio Monteiro lembrou que «o processo de abertura à iniciativa privada da Carris e do Metro não é uma decisão nova», estando «apenas agora em concretização prática», considerando que as greves nos transportes assentam sobretudo em «razões políticas».

O governante defendeu que as greves «prejudicam as empresas», sustentando que «sempre que há uma greve há um efeito de perda de clientes nos meses seguintes», opinião que, referiu, tem manifestado aos sindicatos.

Os sindicatos representativos dos trabalhadores do Metropolitano de Lisboa adiaram uma semana, para o dia 17 de abril, a greve de 24 horas prevista para a próxima sexta-feira, revelou à Lusa fonte sindical.

De acordo com Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans), o adiamento de uma semana está relacionado com a falta de segurança devido à obrigatoriedade de serviços mínimos decretados na terça-feira pelo tribunal arbitral do Conselho Económico e Social.

«As organizações sindicais do Metropolitano reuniram, ponderaram as questões que tinham nesta altura em cima da mesa e acharam que não estão reunidas as condições de segurança quer para os utentes quer para os trabalhadores», disse a sindicalista.

Por isso, acrescentou, os sindicatos «decidiram suspender esta greve, substituindo-a por outra que está marcada para o próximo dia 17. A luta vai continuar contra esta intenção de privatização. Mudámos apenas o dia 10 para o dia 17».

Os trabalhadores do Metro de Lisboa e da rodoviária Carris estão em protesto contra a subconcessão das empresas, que está em concurso.