Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa iniciam às 00:00 de quinta-feira uma greve de 24 horas, contra a concessão da empresa a privados e o que descrevem como a degradação das condições de trabalho e do serviço prestado ao cliente.

Segundo Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), os trabalhadores contestam, além da concessão, a precarização e a redução dos postos de trabalho e o «assédio moral» no trabalho.

«Estamos ainda contra o aumento dos níveis de insegurança e contra a utilização indevida dos serviços de medicina laboral», que estão a «passar por cima dos habituais padrões de segurança», disse à Lusa.

Na página de internet da Fectrans pode ler-se que os trabalhadores lamentam o cenário de «preços a aumentar», enquanto os comboios circulam com menos frequência.

A paralisação foi anunciada a 10 de setembro, dia em que trabalhadores da transportadora cumpriam uma greve parcial.

Já na altura, a Lusa tentou obter um comentário do Metro de Lisboa sobre os argumentos invocados pelos sindicatos, não tendo obtido resposta.