A Espírito Santo Hotéis foi declarada insolvente esta segunda-feira pelo Tribunal da Comarca de Lisboa, segundo o edital publicado no Portal Citius. A empresa controlava os hotéis Tivoli e o plano de recuperação falhou.

A decisão abre agora um período de 30 dias para que os credores reclamem as dívidas, para que o administrador da insolvência possa traçar o plano possível para reembolsar os montantes reclamados. Um período que interessa particularmente ao Montepio, o maior credor, quer tem a receber 60 milhões de euros.

A lista de credores apontava para um volume global de dívidas da Espírito Santo Hotéis de 106 milhões de euros. Cinco milhões de euros concedidos pelo BPI à Hotéis Tivoli SA, 32,8 milhões de euros de empréstimos da Rioforte e 7,9 milhões de empréstimos da empresa Tivoli Gare do Oriente, além dos 60 milhões reclamados pelo Montepio.  
 
A Espírito Santo Hotéis era liderada por Caetano Beirão da Veiga e, no âmbito do seu próprio plano de revitalização, foi vendida ao grupo tailandês Minor. Em paralelo com o processo de revitalização da Hotéis Tivoli SA decorreu um processo de recuperação da holding Espírito Santo Hotéis, que acabou agora por ser chumbado.   

Como administrador de insolvência da Espírito Santo Hotéis, o tribunal nomeou Amadeu Monteiro de Magalhães.

Comunicado dos hotéis Tivoli

O processo de insolvência da Espírito Santo Hotéis está a decorrer de forma independente da operação e dos processos especiais de revitalização (PER) ligados à Tivoli Hotels & Resorts, indica um comunicado divulgado também esta terça-feira pela administração dos hotéis Tivoli.

“A administração da Tivoli Hotels & Resorts vem clarificar que a atividade deste grupo hoteleiro e os PER em curso decorrem autonomamente face à ‘holding’ Espírito Santo Hotéis”, indica em comunicado citado pela Lusa.


De acordo com a administração dos hotéis Tivoli, mais de 99% dos credores votantes aprovaram os planos de recuperação da Tivoli Hotels & Resorts, pelo que neste momento aguarda-se “o normal decurso dos trâmites processuais, com vista à sua homologação pelo Tribunal do Comércio”.

No que respeita à operação, a empresa prevê “um ano globalmente muito positivo”, “com a receita total, acumulada à data, a crescer cerca de 9% face ao ano transato”.