Uma auditoria da Deloitte, encomendada pelo Banco de Portugal, terá mesmo apontado para irregularidades na concessão de crédito. Mas Tomás Correia desmente, numa entrevista concedida à TSF e ao Dinheiro Vivo que haja algum problema de fundo.

 

“Pode haver erros de procedimentos aqui e ali, como há em qualquer lado. O que procuramos fazer é através do desenvolvimento constante do nosso controlo interno apurar desvios e corrigi-los”

Na mesma entrevista, revela ainda que o banco deverá regressar aos lucros no primeiro trimestre, depois de ter acumulado 485 milhões de prejuízos nos últimos dois anos.

Sobre se Teixeira dos Santos poderá a vir ser o próximo presidente do banco, Tomás Correia entende que houve segundas intenções por parte de quem lançou o nome do ex-ministro das Finanças.

 “Só quem divulgou um provavelmente conhece os demais, e se só divulgou um provavelmente tem em vista queimar ou condicionar os demais” 

Quando questionado se o Montepio estaria disponível para participar num processo de concentração na banca, Tomás correia não tem dúvidas, no entanto, de que é preciso juntar rapidamente instituições bancárias em Portugal.