O ministro do Emprego afirmou esta sexta-feira que «não é normal» registar-se uma diminuição da taxa de desemprego no início do ano, considerando os dados apresentados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) como uma «boa notícia».

«Não é normal haver no início do ano uma diminuição do desemprego, haver uma redução de 0,3 pontos percentuais (p.p.) é certamente uma boa notícia em primeira instância para estas famílias, em primeira instância para estes portugueses», disse Pedro Mota Soares, em Campo Maior.

A taxa de desemprego foi de 13,3% em janeiro, menos 0,3 p.p. do que em dezembro de 2014 e menos 1,7 pontos face ao período homólogo, segundo divulgou hoje o INE.

Pedro Mota Soares, que falava aos jornalistas em Campo Maior, no distrito de Portalegre, após inaugurar uma creche pertencente à Santa Casa da Misericórdia daquela vila alentejana, acrescentou ainda que estes dados são “uma boa notícia para muitos portugueses” que conseguiram sair de uma situação de desemprego.

Para o governante, os dados apresentados pelo INE refletem também o conjunto de reformas que foram lançadas nos últimos anos para “estimular” a economia e o emprego.

Com uma palavra de “esperança e confiança” rumo ao futuro, Pedro Mota Soares recordou que Portugal ainda possui uma taxa de desemprego “muito elevada”, alertando, por isso, que ainda é preciso trabalhar “muito” para que o país continue a assistir à redução do desemprego.

Para combater o desemprego, Pedro Mota Soares explicou ainda que o Governo tem estado a desenvolver um conjunto de medidas para a criação de emprego, dando como exemplo, entre outros, o projeto “Garantia Jovem”.

Cerca de 683,2 mil pessoas estavam desempregadas em janeiro, menos 10,5 mil (ou menos 1,5%) do que em dezembro do ano passado, revela a estimativa do INE hoje divulgada.

A população empregada em janeiro era de 4,441 milhões de pessoas, mais 21 mil pessoas (ou mais 0,5%) do que em dezembro do ano passado, um aumento que ocorre após quatro meses consecutivos de decréscimos continuados no emprego (de setembro a dezembro de 2014), depois de sete meses consecutivos de acréscimos (de fevereiro a agosto de 2014).

A população empregada aumentou para todos os grupos analisados pelo INE: homens (0,7%, 15,1 mil), adultos (0,4%, 14,7 mil), jovens até aos 24 anos (2,5%, 6,2 mil) e mulheres (0,3%, 5,9 mil).

A taxa de emprego situou-se em 56,7%, tendo aumentado 0,3 p.p. face ao mês anterior.

A taxa de emprego dos homens (60,6%) excedeu a das mulheres (53,1%), enquanto a taxa de emprego dos adultos foi 62,2% e a dos jovens de 22,9%.

O INE adianta que a taxa de desemprego não ajustada de sazonalidade foi 13,6%, tendo diminuído 0,2 p.p. face a dezembro e recuado 1,7 p.p. relativamente a janeiro do ano anterior.