A taxa de desemprego, que o Instituto Nacional de Estatística (INE) anuncia amanhã, quarta-feira, deverá ter caído pela primeira vez em dois anos, no segundo trimestre deste ano.

Essa é, pelo menos, a previsão dos analistas ouvidos pela Reuters, que acreditam que a taxa se terá situado entre os 17,4 e os 17,6%.

Uma descida que se deverá «ao atenuar da grave recessão» e aos «empregos sazonais de Verão». No primeiro trimestre, a taxa atingiu um recorde de 17,7%.

«A nossa previsão reflete uma travagem no aumento da taxa de desemprego, refletindo alguma recuperação nos indicadores cíclicos mais recentes, como foi o caso do comércio internacional, turismo, indústria ou mesmo as vendas de automóveis», disse à Reuters o economista do Millennium bcp, José Brandão de Brito.

Já Paula Carvalho, economista do BPI, diz que a ligeira descida «reflete, essencialmente, fatores sazonais relacionais com a criação de emprego temporário no sector do turismo e não uma alteração de tendência».

Filipe Garcia, da Informação de Mercados Financeiros (IMF), pelo contrário, acredita que há realmente sinais de recuperação. «Estou claramente à espera de uma melhoria, marcada por uma estabilização da atividade económica e abandono da população ativa, de acordo com os últimos dados de confiança das famílias e do Eurostat».