A CGTP considera que os dados do desemprego divulgados pelo INE têm a ver com a criação de emprego sazonal e alertou para a existência de mais desempregados do que os referidos pelas estatísticas.

De acordo com as estatísticas do emprego relativas ao terceiro trimestre de 2014, divulgadas pelo INE esta quarta-feira, a taxa de desemprego caiu para os 13,1% no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma queda homóloga de 2,4 pontos percentuais e um recuo de 0,8 pontos face ao trimestre anterior.

Para a Intersindical, «estes números não são surpreendentes, dado que é uma época sazonal onde, tradicionalmente, é criado algum emprego precário».

«Contudo, estes dados não refletem com exatidão o que se passa com o emprego no nosso país, pois subestimam o desemprego e sobrestimam o emprego», diz a central sindical numa nota de imprensa.

As estatísticas do emprego relativas ao terceiro trimestre deste ano, divulgadas pelo INE, referem que, neste período, a população desempregada foi de 688,9 mil pessoas, o que representa uma diminuição trimestral de 5,5% e uma queda homóloga de 16%, ou seja, menos 40 mil e menos 131 mil pessoas, respetivamente.

A Inter lembra que, além dos desempregados estimados pelo INE, existem «mais de 330 mil desencorajados e inativos que querem trabalhar» e ainda «232 mil trabalhadores a tempo parcial que querem mas não conseguem trabalhar mais horas, encontrando-se subempregados».

«No total, temos 1 milhão e 253 mil desempregados e subocupados, o que corresponde a uma taxa de 22,4%», refere a CGTP.

Segundo a Inter, o INE inclui no volume de emprego cerca de 43 mil estagiários e 30 mil desempregados ocupados em contratos emprego-inserção, que «não podem nem devem ser contabilizados como empregados».

A central sindical salienta ainda a existência de «um número crescente de desempregados a participar em medidas de formação profissional (75,6 mil no 3º trimestre), que não entram nas contas do desemprego».