[Atualizada às 15:22]

O consórcio SUMA, liderado pela Mota-Engil, venceu o concurso para a privatização de 95% do capital da EGF, a sub-holding do grupo Águas de Portugal, segundo o Conselho de Ministros.

O Ministro do Ambiente, Jorge Moreira da Silva, sublinhou que o preço «é 50% superior à média das avaliações da empresa» e duas vezes o valor contabilístico da EGF nas contas da Águas de Portugal.

O secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, acrescentou que a proposta escolhida «foi a que tinha maior nível de mérito» e corresponde a uma «valorização implícita de 149,9 milhões de euros», tendo recolhido recomendações unânimes dos assessores financeiros e jurídicos.

Adiantou por outro lado que 21 entidades manifestarem interesse na privatização da EGF, 12 subscreveram o acordo de confidencialidade, sete fizeram propostas não vinculativas e quatro vinculativas.

«Com esta privatização eleva-se o encaixe financeiro do Estado a 9,4 milhões de euros», acrescentou Manuel Rodrigues.

Moreira da Silva acrescentou que este foi um «processo bem sucedido», lembrando que houve sete ofertas iniciais, tendo três propostas chegado à fase final do concurso.

A EGF suscitou o interesse de concorrentes de 6 países e 3 continentes, frisou.

A EGF é a unidade gestora de resíduos do grupo Águas de Portugal, que serve 60% da população nacional. Faz a gestão de resíduos através de 11 empresas concessionárias, constituídas em parceria com os municípios, processando 3,7 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos por ano.

Anteriormente o Governo tinha dito que as receitas da privatização serão alocadas à redução da dívida da Águas de Portugal, mantendo-se o atual contrato de concessão de serviço público até 2034.

No dia 2 de setembro o Diário Económico tinha avançado que um relatório elaborado pela Parpública e pela Águas de Portugal, ambas detidas a 100% pelo Estado, recomendavam a escolha imediata da SUMA para a privatização da EGF.

O Governo decidiu entretanto estender o prazo para a contestação do relatório por uma semana. Em segundo lugar na corrida à privatização ficou o grupo espanhol FCC e em terceiro o grupo português DST, tendo sido excluída o grupo belga de resíduos industriais Indaver.