O senado norte-americano aprovou esta terça-feira um projeto-lei para estender até março os subsídios de apoio a 1,3 milhões de desempregados há mais de 26 semanas.

Com 60 votos a favor e 37 contra, os democratas conseguiram aprovar o diploma contestado pelos republicanos, que se têm insurgido contra o elevado custo desses benefícios.

Os democratas precisavam de 60 votos para impedir que os seus opositores continuassem o bloquear a iniciativa, que pode ser submetida definitivamente à aprovação da Câmara Alta nos próximos dias.

Apesar da aprovação, o diploma deverá contar a oposição dos republicanos na Câmara dos Representantes.

Além do agravamento do défice público, os republicanos argumentam que o subsídio fomenta a dependência dos desempregados da assistência e convida à falta de trabalho.

A primeira aprovação aconteceu antes das primeiras declarações públicas de 2014 do Presidente Barack Obama, que, rodeado de desempregados, defendeu, na Casa Branca, a necessidade de prolongar o subsídio.

A eliminação do subsídio para desempregados de longa duração tinha acontecido a 28 de dezembro passado.

O presidente da Câmara Baixa, o republicano John Boehner, já responsabilizou Obama pela situação, afirmando que a verdadeira solução para o desemprego «é criar mais empregos».

O secretário do Trabalho, Thomas E. Perez, argumentou que o prolongamento dos subsídios é uma tradição bipartidária e que o programa foi aprovado pela primeira vez por um Congresso republicano e assinado por George W. Bush em 2008.