O Governo espera gastar menos 170,6 milhões de euros com subsídios de desemprego e apoios ao emprego em 2017, segundo a proposta do Orçamento do Estado entregue hoje no parlamento.

De acordo com o documento, em 2016 o Estado gastou 1.637,57 milhões de euros com subsídios de desemprego e apoios ao emprego e espera gastar pouco mais de 1.466,95 milhões de euros em 2017, uma descida que reflete a redução da taxa de desemprego também prevista na proposta de Orçamento, de 10,3% para o próximo ano.

O orçamento da Segurança Social mostra ainda que em 2017 haverá um aumento da despesa com pensões em 405,74 milhões de euros e um aumento das contribuições e quotizações em mais de 540 milhões de euros.

O saldo da Segurança Social vai agravar-se em 20,42 milhões de euros, passando de um saldo global de 1.111,96 milhões de euros para 1.091,53 milhões de euros.

O Governo apresentou hoje a proposta de Orçamento do Estado de 2017 (OE2017) que prevê um crescimento económico de 1,5%, um défice de 1,6% do PIB, uma inflação de 1,5% e uma taxa de desemprego de 10,3%.

Para este ano, o executivo liderado por António Costa piorou as estimativas, esperando agora um crescimento económico de 1,2% e um défice orçamental de 2,4% do PIB.