Numa altura em que começa a aquecer o debate acerca do sucessor de Dominique Strauss-Kahn, o director-geral do FMI que está em prisão preventiva por estar alegadamente envolvido num escândalo sexual, a organização internacional tece poucos comentários sobre o assunto e diz mesmo que «não tivemos contacto com o director desde a sua prisão em Nova Iorque».

«Obviamente que é importante entrarmos em contacto com ele no momento oportuno. Estamos conscientes em relação às especulações em torno do seu status», admite o porta-voz do FMI, William Murray, em resposta às perguntas da Agência Financeira.

Sublinhando que não tem «nenhum comentário» a fazer sobre essa matéria, o FMI lembra apenas a comunicação que fez no início da semana, «de que o Conselho Executivo [do FMI] foi informado informalmente sobre a evolução dos acontecimentos relacionados com a sua prisão em Nova York».

O FMI reitera que vai «continuar a acompanhar os desenvolvimentos». Enquanto isso, John Lipsky vai continuar a tomar os comandos da instituição e o FMI «continua o seu trabalho normal».

Sobre a questão da imunidade diplomática, William Murray explicou que este estatuto é «limitado» e «não é aplicável a este caso», pelo que o ainda director-geral do FMI, acusado de agressão sexual e tentativa de violação, enfrenta penas de 15 a 20 anos de prisão por cada crime.