«Já não estamos na situação de cuidados intensivos, mas na sala de observações. Temos bastante mais depósitos»

«Continuo a achar que somos os melhores do país»

Sem «problemas de liquidez», Eduardo Stock da Cunha agradece aos «clientes que confiaram em nós e toda a atuação do banco», através dos seus colaboradores. 

Questionado diretamente sobre quando será divulgado o balanço do banco, respondeu: «Para breve, não sei se um mês…». De qualquer modo, frisou, «aquilo que é relevante não é a conta de resultados, é o balanço de quanto tem de crédito e de depósitos».

 

O que mudou no BES?

A equipa de Stock da Cunha está a efetuar uma «separação de funções de execução e de controle entre as áreas comerciais e as áreas de risco», o que pode ter «justificado os problemas no antigo BES».

O presidente do Novo Banco deu dois exemplos aos deputados: «Criámos o departamento de crédito, que não existia, e alterámos todos os níveis de aprovação de crédito. E, na área de mercados financeiros, efetuámos a separação exata de funções de contratação, contabilização e liquidização». O banco «merecia melhores práticas de crédito».

Antes da sua audição, quatro membros da Associação Os Indignados e Enganados do Papel Comercial, que queriam assistir à sua intervenção, não foram autorizados a entrar. Apesar disso, tiveram uma reunião com o presidente do Novo Banco. Stock da Cunha explicou, depois, aos deputados, que o banco não tem «obrigação legal» de compensar os clientes que investiram em papel comercial, mas vai tentar fazê-lo, desde que isso traga «vantagens» para a entidade financeira. 

Já sobre a queda da garantia de Angola, fez notar que o Novo Banco nasceu no dia 4 de agosto, sem essa garantia, e  empurrou responsabilidades sobre o assunto para o Banco de Portugal. Quanto à venda da PT Portugal, onde o Novo Banco detinha uma participação de 12,6%,  aos franceses da Altice, a decisão do voto favorável foi do conselho de administração, mas  esteve sujeita ao crivo do Banco de Portugal