António Ramalho vai ser o novo presidente do Conselho de Administração do Novo Banco, anunciou o Banco de Portugal em comunicado.

“O Banco de Portugal nomeou, sob proposta do Fundo de Resolução, na qualidade de único acionista do Novo Banco, S.A., o Dr. António Manuel Palma Ramalho para o cargo de presidente do Conselho de Administração do Novo Banco”, lê-se no comunicado.

O nome de António Ramalho já tinha sido avançado pela comunicação social, chegando agora a confirmação por parte do supervisor da banca, que reconhece as competências do banqueiro.



O Dr. António Ramalho tem, como é público e reconhecido, uma longa experiência de gestão no setor financeiro. Nos anos mais recentes, foi Presidente do Conselho de Administração da Unicre (2006 a 2010) e membro do Conselho de Administração Executivo do Banco Comercial Português, S.A. (2010 a 2012)"
 

Lê-se no mesmo comunicado que, ao longo da sua carreira, António Ramalho desempenhou diversos cargos de gestão também em outros setores de atividade, nomeadamente no setor dos transportes e infraestruturas.

"A estes cargos esteve sempre associada uma forte componente financeira e de reestruturação. Até à presente nomeação, era Presidente do Conselho de Administração da Infraestruturas de Portugal, S.A". 


António Ramalho sucede, assim, a Eduardo Stock da Cunha, que está, como previsto, de regresso ao Lloyds Banking Group.

"O Banco de Portugal agradece ao Dr. Eduardo Stock da Cunha pela dedicação e excelência demonstradas no exercício das suas funções, que foram determinantes para a consolidação e o reforço do Novo Banco".
 

A nomeação de António Ramalho produz efeitos a 1 de agosto do corrente ano. Até lá, Stock da Cunha ainda permanecerá em funções, "permitindo desta forma uma transição que assegura que são prosseguidos os objetivos traçados para o Novo Banco, bem como a execução do plano de reestruturação oportunamente discutido com as autoridades europeias", acrescenta o Banco de Portugal.

Numa das últimas entrevistas que deu, Stock da Cunha admitiu a dificuldade em descobrir os créditos ocultos da altura do Banco Espírito Santo, falou sobre o que conseguiu fazer e o que ainda é preciso concluir: "Ainda falta limpar bastante" da má herança do BES, reconheceu. Seja como for, acredita que a instituição pode ser vendida com sucesso e voltar a dar lucro em 2018.