A greve de dez dias dos pilotos da TAP mantém-se, ao fim de um dia de reuniões que se prolongaram até à madrugada de hoje, com dezenas destes profissionais, alguns dos quais se declararam “preocupados com a paralisação”.

Depois de uma reunião de quase quatro horas na sede do Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) em Lisboa, o dirigente sindical Helder Santinhos garantiu, jà na madrugada de hoje, que “a greve mantém-se” e que “não houve decisões novas”.

Questionado sobre a discórdia entre a direção do sindicato e os pilotos que pediram na terça-feira esta reunião ao presidente do SPAC, por se mostrarem preocupados com a paralisação, Helder Santinhos preferiu recordar os motivos que levaram à convocação da greve e disse que “a situação está nas mãos do Governo e da TAP”.

O dirigente do SPAC falava aos jornalistas depois da reunião, que juntou cerca de 70 pilotos, e não respondeu a mais questões, enquanto decorria uma outra reunião, esta apenas da direção do SPAC.

Antes desta reunião, decorreu outra, durante a tarde, que juntou um grupo de 150 pilotos, liderado por Carlos Leitão, durante cerca de quatro horas num hotel junto ao aeroporto de Lisboa, para tentar encontrar “uma solução conjunta” para a greve.

Estes pilotos admitiram “estar preocupados com a greve” e pediram “outra condução do processo”, disse Carlos Leitão no final da reunião.

De acordo com este porta-voz, alguns dos pilotos estão contra a greve e por isso vão voar entre dia 01 e 10 de maio.

A paralisação de dez dias dos pilotos da TAP poderá afetar três mil voos e 300 mil passageiros e custar 300 milhões de euros ao turismo nacional.