A TAP ultimou este fim de semana um plano de redução de custos e aumento de receitas para entregar à Tutela esta segunda-feira.

O Governo tinha pedido à administração da empresa que entregasse esse estudo até sexta-feira, mas segundo o Dinheiro Vivo apurou a administração pediu ao final do dia mais tempo para aprofundar o trabalho.

"Fernando Pinto [presidente da companhia] pediu, ao final do dia de sexta-feira para trabalhar o plano com a equipa durante o fim de semana eentregá-lo logo na segunda-feira pela manhã", avançou ao Dinheiro Vivo o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro.


O governante escusou-se a adiantar as medidas que vão estar em cima da mesa, limitando-se a dizer que "o plano terá medidas do lado da receita e do lado dos custos".

Sindicato dos Pilotos pede moção de confiança

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) convocou uma assembleia-geral extraordinária para dia 02 de junho, em Lisboa, para "apresentação e votação" de uma moção de confiança à direção.

Nota a Lusa que, de acordo com a convocatória publicada na imprensa, a moção de confiança é o ponto único da ordem de trabalho da assembleia-geral, que decorrerá num hotel em Lisboa.

Fonte oficial do SPAC disse à agência Lusa que a reunião foi marcada devido "ao ruído que surgiu em torno da greve" de 10 dias dos pilotos da TAP e da Portugália, que decorreu entre 01 e 10 de maio.

A direção do sindicato sentiu necessidade de sentir o apoio dos seus associados para poder prosseguir com a estratégia com que foi eleita, referiu a mesma fonte.

O SPAC emitiu na sexta-feira uma declaração com outros sindicatos que representam trabalhadores do Grupo TAP, na qual se comprometem a lançar "todas as ações" necessárias para impedir a privatização da transportadora aérea.

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC), o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Aviação Civil (SINTAC), o SPAC e o Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), que são os signatários da declaração, não especificaram quais as iniciativas que poderão ser concretizadas.

No documento, os sindicatos afirmaram que vão "exigir ao Governo e ao Conselho de Administração o fim da discriminação e o cumprimento dos respetivos Acordos de Empresa, no respeito pela Lei, e apelar à opinião pública e ao povo português para que se una de modo a parar, enquanto ainda é tempo, esta insensatez do Governo, que seria a entrega do Grupo TAP a uma entidade que seguramente o vai desmantelar, empobrecendo assim o país".

O Governo decidiu na quinta-feira em Conselho de Ministros passar dois candidatos à compra da TAP à fase de negociação, afastando o consórcio de Miguel Pais do Amaral e continuando a negociar com Gérman Efromovich e David Neeleman.