A Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS) e o PCP manifestaram-se solidários para com os taxistas no seu diferendo com a Uber e com os veículos 'tuk-tuk' e pediram uma "intervenção urgente" do Governo.

Em comunicado, a FECTRANS salientou que se "tem multiplicado uma oferta completamente desregulamentada" a nível de transportes de passageiros em Lisboa, nomeadamente com "as centenas de ‘tuk-tuk' [minicarros turísticos] e afins que infestam Lisboa" e ainda com a plataforma privada de transporte rodoviário UBER, que, no seu entender, “oferece serviços de táxi ilegais e sem cumprir quaisquer das obrigações".

O organismo sindical acusa o Governo de cumplicidade face a uma crescente "precariedade, exploração e desregulamentação" que se tem vindo a verificar do setor.

É tempo de estender a contratação coletiva a todos os trabalhadores do setor, garantindo direitos e remunerações dignas, acabando com a precariedade e a exploração", reitera a federação.

Também hoje, em comunicado, o Partido Comunista Português, através da sua Organização Regional do Algarve, mostrou-se "solidário com a luta dos taxistas" contra a Uber.

O Governo anda a arrastar-se em promessas e grupos de trabalho, enquanto a Uber (e outras situações similares) se implantam e tiram o pão da boca dos taxistas. É tempo de o Governo passar das palavras aos atos", defendem os comunistas.

Os taxistas realizam na sexta-feira uma marcha lenta em Lisboa, no Porto e em Faro, em protesto contra a Uber em Portugal, com o objetivo de serem ouvidos pelos partidos com assento no parlamento.

Esta iniciativa, organizada pela Antral - Associação Nacional dos Transportadores Rodoviários em Automóveis Ligeiros e pela FPT - Federação Portuguesa do Táxi, é o culminar de uma semana de luta destas duas associações para pressionar o Governo a suspender a atividade da Uber.