Os japoneses vão passar a ter muito que dizer sobre a Uber. Um consórcio liderado pelo gigante das telecomunicações Softbank Group acordou a compra de 20% das ações da plataforma de transporte. O negócio está avaliado em 48.000 milhões de dólares, qualquer coisa como 40.191 milhões de euros, informou esta sexta-feira o diário Nikkei.

O grupo de investidores, que também inclui o fundo com sede na cidade norte-americana de São Francisco Dragoneer Investment Group, tem previsto formalizar a aquisição no início de 2018, informaram fontes da empresa ao jornal económico, aqui citadas pela Lusa.

Além da compra de ações, a maioria das quais irá parar às mãos do Softbank (17,5%), o consórcio vai investir 1.250 milhões de dólares (1.046 milhões de euros) no desenvolvimento de tecnologia para a Uber com o objetivo de potenciar a sua expansão global.

O acordo entre as duas empresas inclui também a saída da bolsa da Uber, em 2019.

Depois de serem conhecidos os avanços sobre esta operação, noticiada pela imprensa japonesa em meados de novembro, as ações do Softbank Group registram uma ligeira subida na bolsa de Tóquio, e pelas 10:30 (01:30 em Lisboa) de hoje estavam a ser transacionadas por 8.966 ienes (66 euros), cerca de 0,4% mais.

Considerado um dos projetos mais bem-sucedidos de Silicon Valley nos últimos anos, a Uber sofreu, ao longo de 2017, uma série de escândalos, incluindo um processo da Alphabet, da Google, pelo alegado roubo de informação sobre veículos autónomos.

No verão passado, a Uber viu-se também envolvida numa guerra de poder que causou a demissão do cofundador e ex-conselheiro delegado Travis Kalanick, acusado de fraude, assédio sexual e discriminação.