O secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, lançou hoje um apelo à “consciência individual” dos pilotos da TAP e da Portugália, para que decidam se vão aderir ou não à greve convocada para o período de 01 a 10 de maio.

“Julgo que há informação suficiente para que cada piloto, em consciência, possa tomar essa decisão”, considerou o governante, em declarações à Lusa, acrescentando que “se muitos decidirem trabalhar, teremos certamente impacto menor da greve e uma melhor companhia aérea depois deste período de 10 dias”.

“Claramente a bola já não está do lado do Governo desde dezembro, porque fez o que lhe competia, tal como a empresa. A bola está do lado dos pilotos”, sublinhou Sérgio Monteiro, que falava depois de uma reunião de trabalho com a ministra do Fomento espanhol, Ana Pastor.


Quanto à privatização da transportadora aérea, uma vez que a entrega de propostas está agendada para 15 de maio, o secretário de Estado salientou que “não houve nenhuma desistência de potenciais interessados depois do anúncio da greve”.

Sérgio Monteiro disse também que o Governo está a trabalhar “empenhadamente” para que o impacto no processo de privatização da TAP “seja o menor possível”.

No entanto, quanto ao futuro da companhia após a greve, indicou que é “muito sombrio”. “Não quero criar cenários demasiado catastrofistas, mas uma companhia aérea que vive 10 dias com os aviões parados no dia a seguir é diferente porque perdeu a confiança dos clientes”, salientou.