O secretário de Estado dos Transportes manifestou esta quinta-feira o seu agrado pela existência de quatro concorrentes à subconcessão da Metro do Porto e da STCP, por provar que há interesse em investir em Portugal.

Em declarações à Lusa horas depois do final do prazo para entrega de propostas para a subconcessão das duas empresas de transportes do Porto, Sérgio Monteiro frisou que as sete candidaturas de quatro concorrentes (Alsa, Barraqueiro, Gondomarense e Transdev) são “um sinal de haver grupos nacionais e internacionais interessados em investir em Portugal, que acreditam na recuperação do país e que acreditam que estas empresas podem viver sem subsídios do Estado”.

Sérgio Monteiro realçou que o júri tem agora “os seus próprios prazos”, dos quais resultará “um relatório preliminar”.

“Esse relatório é submetido a todos os candidatos e, depois, na sequência dessa pronúncia, há um relatório final do júri que proporá aos conselhos de administração das empresas a escolha de um vencedor.”


Sobre o facto de haver sete propostas provenientes de quatro empresas a concurso, o secretário de Estado disse que tal estava previsto no concurso e “significa que há candidaturas que são para gerir conjuntamente a rede de autocarro e de metropolitano e há candidaturas que são para cada um dos modos de transporte, ou seja, há gente que aposta em gerir em conjunto e há gente que aposta numa gestão individual da STCP ou da Metro do Porto”.

Sérgio Monteiro explicou que uma proposta para gestão conjunta foi apresentada pelo grupo Barraqueiro, mas não quis adiantar mais pormenores.

"Ainda não temos os valores finais, mas sabemos que se todos tivessem apresentado o preço mais elevado, a poupança era de 120 milhões de euros e a nossa expectativa é que tenham apresentado preços ainda mais competitivos."


O secretário de Estado sublinhou haver “muitos concorrentes, de muitos sítios, que garantem investimento sem qualquer subsídio do Estado”, algo que “todos diziam que era impossível [e] está hoje vertido num processo competitivo e transparente”.

Questionado sobre se há receio de que haja um desfecho semelhante ao concurso anterior, adjudicado ao consórcio catalão TCC, que veio a ser rescindido por mútuo acordo, Sérgio Monteiro lembrou que “o processo anterior tinha apenas uma proposta válida”.

“Agora tivemos quatro concorrentes, sete propostas. Se porventura um concorrente falhar temos mais três. Concorrentes de grande dimensão com capacidade financeira que gerem sistemas de transportes nas maiores cidades do mundo e por isso não temos dúvidas de que têm robustez, a dimensão, capacidade financeira e ‘know-how’ para que as propostas que agora apresentam sejam honradas e nos tenhamos finalmente estas empresas livres de subsídios do Estado.”