O secretário de Estado do Emprego, Pedro Roque, admitiu esta quinta-feira, em Paris, que existem divergências entre os partidos da coligação governamental mas considerou que, acima de tudo, «o interesse nacional deve prevalecer».

«As divergências existiram entre os partidos que compõem a coligação, e elas existem, não convém escamoteá-las, mas o interesse nacional deve prevalecer», disse Pedro Roque à margem da homologação do protocolo entre a associação franco-portuguesa CapMagellan e o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).

O secretário de Estado acredita que «o interesse nacional está a prevalecer», o que considera determinante, dada a importância da estabilidade política, que caracterizou como «um valor fundamental».

«A estabilidade governativa implica que haja um Governo legitimado numa maioria parlamentar, isso de facto existe e irá certamente continuar a haver, para levar a cabo aquela que é a execução de um memorando de entendimento ao qual o Estado português se comprometeu», acrescentou.

Pedro Roque sublinhou a importância do memorando de entendimento ser «levado até ao fim, para que Portugal possa cumprir aquilo a que se comprometeu internacionalmente e sair de uma situação difícil, na qual está dependente de um financiamento externo».

O secretário de Estado do Emprego alertou ainda para a reação dos mercados à instabilidade política portuguesa, apelando, mais uma vez, ao «bom senso» e à «serenidade», «em nome daquele que é o interesse nacional».

«Estamos em crer que Portugal será capaz de levar a bom porto os compromissos que assumiu em termos internacionais e com os quais está confrontado, para garantir um melhor futuro aos portugueses», concluiu Pedro Roque.

O ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, demitiu-se na sequência da demissão de Vítor Gaspar de ministro de Estado e das Finanças, e da substituição deste por Maria Luís Albuquerque, divulgadas na segunda-feira.