A Grécia está disposta a negociar com os credores um acordo que preveja a troca de reformas estruturais, exigidas pelos parceiros, por dinheiro.

À saída de uma reunião com o homólogo alemão, o ministro das Finanças grego, Yannis Varoufakis, parecia conciliatório: “O Dr. Schäuble e eu tivemos uma longa e produtiva conversa”, afirmou, acrescentando que os dois têm “um entendimento comum do problema e o objetivo era tentar alcançar uma solução acordada, planeada e desenhada em comum para o impasse em que infelizmente nos encontrámos nas últimas semanas”.

A Grécia e a Alemanha apresentaram propostas na semana passada numa tentativa de quebrar o impasse. Se não for alcançado qualquer acordo até o fim de junho, a Grécia pode entrar em incumprimento e ser forçada a sair do euro.

A chanceler alemã tinha já dito esta segunda-feira, num encontro do G7, que quer que a Grécia fique no euro, mas lembrou que existem regras e que o tempo para se chegar a acordo está a esgotar-se. Angela Merkel espera conseguir mais avanços esta quarta-feira, dia 10, numa reunião com o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, e o Presidente francês, François Hollande, em Bruxelas.
 
Isto quando se soube esta segunda-feira, segundo o Wall Street Journal, que os credores da Grécia propuseram uma extensão do resgate até março de 2016 em troca de cortes nas pensões e aumento de impostos.  Na semana passada, o Governo de Tsipras adiou o pagamento de 300 milhões de euros ao Fundo Monetário Internacional, rejeitando as exigências do credor e considerando-as “absurdas”. Em causa estão precisamente os cortes nas pensões e aumentos de impostos.