Em resposta, o chefe da diplomacia portuguesa falou esta quinta-feira com todas as letras, no final da reunião do Conselho de Ministros, respondendo ao amargo de boca que a decisão da Comissão Europeia causou ao presidente do Eurogrupo.

Para todos os efeitos práticos as sanções morreram ontem", sublinhou Santos Silva, lembrando que o Eurogrupo, "nem sequer é um órgão com existência estatutária formal".

Apesar disso, o ministro dos Negócios Estrangeiros assume que o Governo ouviu as palavras de Jeroen Dijsselbloem, "com toda a atenção que merecem as declarações produzidas por personalidades europeias, mas com a atenção que essas declarações merecem".

Segundo Santos Silva, o Governo liderado por António Costa vai agora aguardar pelas próximas etapas do processo, "uma vez que o "ECOFIN tem 10 dias para se pronunciar".

Pode pronunciar-se tacitamente, por procedimento escrito ou com reunião formal, depende da decisão da presidência. E pode evidentemente reverter a decisão da Comissão, através da chamada maioria qualificada e invertida", elencou o ministro.