Em 2014 os presidentes executivas das empresas cotadas no PSI-20 ganharam 30 vezes mais do que a média de custos com os trabalhadores, escreve o Diário Económico.

Em média, os líderes das cotadas ganharam, em termos brutos, 666,5 mil euros no ano passado, o que perfaz uma média de 47,6 mil euros por mês. Já os custos com pessoal divididos pelo número total de trabalhadores foi de 22,2 mil euros, uma média de 1.500 euros mensais.

A diferença é grande, mas tem vindo a diminuir. Contas do jornal Público mostram que em 2013 a diferença era de 33,5 vezes, e chegou a ser superior em 44 vezes em 2011. Ainda assim, em Portugal a diferença é mais baixa do que na generalidade da Europa.

A maior disparidade ocorre no setor do retalho: a diferença entre a remuneração do presidente executivo da Jerónimo Martins e da Sonae ultrapassa em 60 e 55 vezes, respetivamente, a dos custos com pessoal divididos pelo número de trabalhadores.