A proposta reivindicativa da CGTP para 2017 foi aprovada esta quarta-feira e prevê aumentos salariais de 4%, que garantam um mínimo de 40 euros a cada trabalhador, e o aumento do salário mínimo nacional (SMN) para os 600 euros. A central sindical insiste nesta meta já para o ano, mas ainda ontem o primeiro-ministro reafirmou que será preciso esperar por 2019.

[Um aumento de 4% será um elemento estruturante para uma mais justa repartição da riqueza, a dinamização da economia e a criação de emprego".

A CGTP faz finca-pé na valorização dos salários e no combate à pobreza e à exclusão social como pontos fortes da proposta reivindicativa que vai servir de referência aos sindicatos. Recupera as principais reivindicações apresentadas há um ano, com destaque também para reposição de direitos, o combate à precariedade, a redução do horário de trabalho e o respeito pela contratação coletiva.

A central sindical lembra que o peso dos salários baixou nos últimos 15 anos, passando de 37,4% do valor do PIB em 2000, para 33,6% em 2015.

Cita mesmo dados do Instituto Nacional de Estatística ao recordar que os salários caíram 8% entre 2010 e 2015, ao mesmo tempo que a inflação cresceu 8,4% e a produtividade aumentou 4,5%. Daí defender um ajuste salarial.

A CGTP diz ainda, com base num relatório do Governo, que 36% dos novos contratos de trabalho são feitos com base numa remuneração igual ao salário mínimo, atualmente nos 530 euros.