O bastonário da Ordem dos Economistas, Rui Leão Martinho, considera que o anteprojeto de reforma do IRS é, em geral, «bastante positivo», mas deseja que o apoio ao empreendedorismo previsto no documento possa ir mais além.

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Para o bastonário, o período de incentivo à criação do próprio negócio, de dois anos, parece ser relativamente curto e por isso a direção da Ordem dos Economistas irá trabalhar no sentido de melhorar o documento sobre esta matéria.

O economista considera assim que o documento traz muitas vantagens ao nível da simplificação administrativa, incentivo ao empreendedorismo e às famílias numerosas.

«O que é preciso é que seja aprovado e posto em condições que o país permita para que este agravamento fiscal que se tem tido possa ser a pouco e pouco, e de maneira consistente, diminuído e efetivamente o IRS passe a ser um imposto que não sobrecarregue as famílias e as empresas», disse Leão Martinho à saída da reunião com o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais no âmbito do processo de consulta pública do anteprojeto da reforma do IRS.

A proposta prevê todos os trabalhadores por conta de outrem que criem um negócio próprio possam beneficiar de uma redução de IRS de 50% no 1.º ano de atividade e de 25% no 2.º ano, esta medida também abrange os desempregados que iniciem uma atividade económica por conta própria.