Ricardo Salgado tem respondido às várias perguntas dos deputados sobre o colapso do Grupo Espírito Santo, mas refugiou-se no segredo de justiça para não abordar o presente de 14 milhões de euros que terá recebido do construtor José Guilherme.

«Esse assunto já foi largamente divulgado. É um assunto do foro pessoal, que está enquadrado por segredo de justiça pelo Ministério Público. É um assunto que não posso comentar mais nesta altura», disse, após ter conferenciado com o presidente da comissão de inquérito parlamentar, Fernando Negrão.


O banqueiro tinha sido questionado sobre este «benefício» de 14 milhões pelo deputado do PSD Carlos Abreu Amorim, que até classificou de «ilustre jurista».

«Digo-o por consideração, pela forma brilhante como faz as suas apresentações. Não estou aqui para o elogiar. É exatamente para confirmar a sua extraordinária capacidade de síntese, mas julgo que está muito apressada e que não é real», lamentou Salgado.


Os dois já se tinham «pegado» antes devido a um gráfico sobre a exposição do banco ao GES.