O Banco Internacional do Funchal (Banif) registou um resultado líquido negativo de 243,5 milhões de euros nos primeiros nove meses do ano, valor que compara com o prejuízo de 254,5 milhões de euros em igual período de 2012.

Os resultados líquidos foram «fortemente penalizados pelo reforço de provisões e imparidades no Brasil», bem como pela «atividade doméstica registada no primeiro semestre de 2013», sublinhou o Banif, num comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

O Banif registou no terceiro trimestre 22,6 milhões de euros de provisões e imparidades líquidas, depois de, no primeiro semestre, já ter feito o registo de imparidades com caráter extraordinário relacionadas com a operação creditícia no Brasil, no montante de 78,7 milhões de euros, a que se somaram 61,1 milhões de euros após uma auditoria prudencial realizada por indicação do Banco de Portugal.

No total, o Banif fechou os primeiros nove meses do ano com provisões e imparidades de 244,6 milhões de euros, mais 6,7% do que no período homólogo de 2012.

Os recursos líquidos do Banif junto do Banco Central Europeu (BCE) cresceram 34,8% para 3,8 mil milhões de euros.

Já em termos de capital, o rácio 'core tier 1' subiu de 11,16% em setembro de 2012 para 12,07% em setembro último.

O Banif destacou que, na prossecução da estratégia de recapitalização, aumentou o capital em 311,5 milhões de euros (entre junho e outubro), tendo, em agosto, recomprado ao Estado 150 milhões de euros de instrumentos de dívida subordinada de conversão contingente.

O banco encerrou 31 agências no mercado doméstico entre setembro de 2012 e setembro último, detendo agora 305 balcões, tendo reduzido o quadro de pessoal em 225 funcionários no mesmo período.