O resultado líquido da Sonae caiu 60,7% nos primeiros nove meses do ano, em comparação a igual período de 2013, para um total de 95 milhões de euros, incluindo os efeitos da fusão Zon-Optimus, anunciou o grupo esta quarta-feira.

No entanto, com a exclusão deste impacto e das imparidades registadas no terceiro trimestre do ano passado, os resultados líquidos atribuíveis aos acionistas crescem de 64 para 95 milhões de euros, de acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), escreve a Lusa.

Segundo o documento, o volume de negócios da Sonae cresceu 4,1% entre janeiro e setembro deste ano face ao homólogo do ano passado, atingindo 3,61 mil milhões de euros.

Já o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, amortizações e depreciações) sofreu uma redução de 1,9% para 293 milhões de euros, tendo a margem passado de 8,6% para 8,1%.

Segundo a Sonae, o crescimento do resultado líquido, excluindo os efeitos da fusão, foi «maioritariamente impulsionado pelo resultado direto mais elevado, mas também pelo resultado indireto da Sonae Sierra registado já no primeiro semestre de 2014, que foi impactado pela redução das yields no setor imobiliário».

O volume de negócios da Sonae MC cresceu 1,8% nos primeiros nove meses do ano face ao homólogo, enquanto no retalho especializado a Sonae SR viu as vendas subirem 10,4% para 913 milhões de euros.

«O trimestre foi caracterizado pelo crescimento da despesa do consumidor em produtos discricionários, nos nossos principais mercados, e pela continuidade da guerra de preços no setor alimentar e no setor de telecomunicações em Portugal», pode ler-se na mensagem do presidente executivo, Paulo Azevedo.

As ações da Sonae fecharam a sessão desta quarta-feira a cair 2,75% para 1,05 euros.