O BCP alcançou lucros de 133 milhões nos primeiros nove meses deste ano, ou seja, até setembro. O resultado compara com os prejuízos de 251,1 milhões registados no mesmo período de 2016.

A entidade liderada por Nuno Amado disse, na apresentação ao mercado, que o resultado beneficiou "da expansão contínua do resultado core, que se cifrou em 823,2 milhões nos primeiros nove meses de 2017". O BCP designa resultado core à soma de margem financeira e comissões e descontando os custos operacionais.

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados, o presidente do banco disse  que a instituição não conta distribuir dividendos referentes a 2017, apesar dos lucros obtidos até setembro.

Não temos intenção, o banco precisa de reforçar a sua estrutura, não tem intenção com base nos resultados de 2017 de vir a distribuir dividendos".

Já sobre as compensações aos trabalhadores que o Conselho de Administração do BCP prometeu propor pagar assim que houver resultados distribuíveis, pelos cortes salariais entre meados de 2014 e de 2017, Nuno Amado garantiu que a sua equipa fará essa proposta aos acionistas.

Nuno Amado considerou, ainda, que o que se passou com o BES foi "uma enorme injustiça para o BCP", desde logo pela "fatura demasiado grande" que a resolução lhe trouxe associada.