O ministro da Economia garante que fez tudo o que podia para que o IVA baixasse para a restauração no Orçamento do Estado para 2014 (OE2014), mas não conseguiu. E admite que, no final, é «um soldado disciplinado e leal deste Governo», que manteve a taxa nos 23%.

«Posso garantir-lhe que o Ministério da Economia fez tudo aquilo que estava ao seu alcance - e não foi pouco - para que o Governo considerasse seriamente este sinal importante, que entendíamos que devia ser dado, no sentido de ajudar a favorecer a sustentabilidade deste setor muito importante», disse Pires de Lima, aos jornalistas, À margem de uma visita à empresa Siemens, em Alfragide, no concelho da Amadora.

Questionado sobre se sentia confortável em permanecer no cargo, depois de ter sido vencido nessa luta, o ministro afirmou ser «um soldado disciplinado e leal dentro deste Governo», razão pela qual é «solidário» com a decisão do Executivo, de manter a taxa inalterada.

«Há um tempo para argumentar, para discutir - e foi o próprio senhor primeiro-ministro que abriu a discussão [sobre o IVA na restauração] ao Conselho de Ministros -, mas há um tempo também para acatar disciplinadamente a decisão que foi tomada em Conselho de Ministros e com a qual devo ser -e sou ¿ solidário», sublinhou Pires de Lima.

«A intransigência da troika na meta dos 4% do défice para 2014 veio tornar mais difícil, para a economia e Ministério da Economia, a defesa da descida do IVA da restauração para 2014, porque essa descida tem um impacto orçamental que nunca negámos e que consta no estudo que foi apresentado pelo Governo em princípio de setembro», explicou.

«O meu grande objetivo é dar o meu contributo, o contributo de toda a equipa que tenho comigo, e que é uma excelente equipa que tenho no Ministério da Economia, para que Portugal possa vencer o principal desafio com o qual neste momento está confrontado que é: em julho de 2014 ter acesso aos mercados e ficar livre desta dependência que tem hoje da troika», sustentou.