O défice das administrações públicas foi de 825 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, de acordo com o Governo, o que significa que foi cumprido o limite trimestral para o défice orçamental definido no programa de resgate.

Até março, o défice provisório das administrações públicas atingiu os 825 milhões de euros, o que significa que ficou «845 milhões de euros abaixo do limite», um resultado que representa «uma melhoria de cerca de 525 milhões de euros face a igual período de 2013», segundo o comunicado da tutela citando dados da Direção Geral do Orçamento.

A receita fiscal líquida acumulada do Estado ascendeu a 8.463,2 milhões, o que representa um aumento expressivo de 366,8 milhões, face ao montante cobrado em igual período de 2013. Este crescimento corresponde a um aumento significativo de 4,5%, em termos homólogos.

Face a igual período de 2013, a receita líquida acumulada dos impostos diretos cresceu 7,8%, e a receita líquida acumulada dos impostos indiretos aumentou 2,2%, destacando-se o crescimento da receita líquida acumulada do IVA (+2,4%), do ISV (+36,2%) e do IUC (+26,0%) e a recuperação de 2,5% da variação da receita líquida acumulada em sede de ISP, face à evolução observada no mês anterior.

Do lado da despesa, regista-se um aumento de 2% face ao período homólogo, o qual é explicado, segundo o Governo, maioritariamente pela evolução dos juros e outros encargos e das transferências.

No que respeita aos juros e outros encargos, o crescimento de cerca de 19% deve-se essencialmente

ao efeito infra anual diferente do registado no ano transato.

As despesas com o pessoal diminuíram 3,7%.