O número de pedidos de ajuda para renegociar dívidas está a diminuir, mas, segundo a DECO, isto não é um sinal que haja menos famílias a precisar de ajuda.
 
No ano passado, apenas uma em cada 10 famílias conseguiu reestruturar o orçamento. Dos 29 mil pedidos de ajuda que entraram na Associação de Defesa do Consumidor, apenas 2768 famílias tinham capacidade para renegociar os créditos.
 
E se, por um lado, caíram os pedidos de ajuda, por outro também, o número de empréstimos esta a diminuir. Em 2008 cada família tinha uma média de sete empréstimos. No ano passado, o número caiu para quatro.

Para além da maior dificuldade na obtenção de crédito, a DECO defende que as famílias estão mais responsáveis e com receio do futuro.
 
O desemprego deixou de ser a principal causa para a difícil situação financeira das famílias. Agora são as piores condições de trabalho que levam mais famílias a pedir auxílio.
 
O rendimento das famílias tem vindo a cair. Em 2010 rondava os 1500 euros, quatro anos depois é pouco mais de mil euros.
 
A maioria dos pedidos de ajuda que chegou à DECO veio das grandes cidades, como Lisboa e Porto, e de pessoas com idades entre os 40 e os 54 anos.