O Fundo Monetário Internacional (FMI) gostaria que a Alemanha investisse mais, nomeadamente em infraestruturas, segundo um relatório divulgado hoje e que insiste nas recomendações que a organização tem feito à maior economia europeia.

«A retoma na Alemanha vai intensificar-se e continuará a ser mais acentuada do que no resto da zona euro», considera o FMI nas conclusões de um relatório sobre a Alemanha.

As políticas públicas devem fazer mais «para acelerar o crescimento», o que beneficiaria os parceiros europeus da Alemanha, refere o FMI.

As recomendações feitas pela instituição liderada por Christine Lagarde são idênticas às divulgadas na semana passada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE).

O governo liderado por Angela Merkel em aliança com os sociais-democratas, que tomou posse no final de 2013, prevê aumentar os investimentos em áreas como as infraestruturas, transportes e educação, essencialmente por pressão dos parceiros de coligação.

Estas decisões são bem-vindas, «mas os montantes são relativamente modestos em comparação com as necessidades», considera o FMI, adiantando que gastar mais 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) por ano seria «viável sem violar as regras orçamentais (europeias)» e teria um efeito benéfico no crescimento da Alemanha e de toda a zona euro.