O Centro foi a segunda região do país com “melhor desempenho global” em 2017, a seguir à Área Metropolitana de Lisboa. Melhorou o nível do crescimento e competitividade, e do potencial humano, revelou esta segunda-feira a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC).

“Este desempenho decorre dos resultados sistematicamente muito positivos em áreas como a educação, o mercado de trabalho ou a capacidade exportadora”, refere a CCDRC, num comunicado com as conclusões da última edição do Barómetro do Centro de Portugal, que coloca, então, a região em segundo lugar.

Elemento de monitorização produzido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro, com sede em Coimbra e presidida por Ana Abrunhosa, o barómetro visa “avaliar o progresso alcançado” pela região nas áreas do crescimento e competitividade, potencial humano, qualidade de vida, coesão e sustentabilidade ambiental e energética.

A região tem registado os melhores resultados nos exames nacionais, as menores taxas de desemprego e de desemprego jovem do país, evidenciado das mais baixas taxas de abandono escolar precoce e apresentado um posicionamento muito favorável no que respeita à sua capacidade exportadora e de inovação”.

O que falta melhorar?

Pela negativa, a região Centro “continua a evidenciar fragilidades na produtividade, na capacidade de gerar riqueza, na sustentabilidade demográfica e em termos de assimetrias territoriais”.

Mantém, igualmente, “algumas debilidades” na área energética, “apesar das melhorias evidenciadas” nos últimos anos.

Disponível na página da Comissão Regional na internet, o Barómetro do Centro de Portugal contempla 25 indicadores-chave em permanente atualização, “que identificam tendências e lacunas de progresso, permitindo desenvolver eventuais ações corretivas e preventivas”.