Há mais de uma década que não eram tão baixos os pedidos de reforma antecipada à Caixa Geral de Aposentações. Foram menos 75% os funcionários públicos que, em 2016, pediram para se reformar antecipadamente, segundo noticiam o Público e no Diário de Notícias.

A justificação está no corte nas pensões, que em 2016 sofreram uma penalização média de mais de 30%. Uma penalização bem superior à registada nos anos anteriores.

No ano passado foram pouco mais de 1.300 os funcionários públicos que pediram a reforma antecipada à Caixa Geral de Aposentações. 

Há 13 anos que o número de pedidos não era tão baixo e a razão: os cortes, os mais elevados dos últimos cinco anos, e que ditaram uma penalização média das reformas de 30,4%.

Mas o recuo das pensões antecipadas acompanha a tendência de descida do total de pedidos. Em 2016 foram atribuídas 8.727 novas pensões, quase metade do que no ano anterior e o número mais baixo dos últimos 24 anos

Além da reformulação do cálculo do fator de sustentabilidade, que reforçou a penalização das reformas antecipadas. Em 2014 foi eliminada a bonificação que permitia que fosse possível reduzir em 6% a penalização global da pensão.

A isto junta-se o aumento da idade dar reforma para 66 anos e dois meses em 2016.

Há a expetativa de que o descongelamento das carreiras traga contas mais favoráveis aos novos pensionistas. E ainda que faltem saber pormenores dos cálculos, a expetativa já se refletiu nos número da Caixa Geral de Aposentações que até agosto aprovou mais de 11.500 pedidos de aposentação.