A Federação Sindical da Administração Pública (FESAP) pediu uma reunião «de caráter urgente» ao presidente do Instituto do Emprego e Formação profissional (IEFP) no âmbito da partilha de instalações dos centros de emprego e da Segurança Social.

Em comunicado hoje divulgado, o sindicato afirma que «foi com surpresa que a FESAP acolheu a notícia sobre a existência de um estudo que visa concretizar a partilha de instalações da Segurança Social com centros de emprego, justificada pela poupança resultante da libertação de dezenas de imóveis».

A FESAP, afeta à UGT, receia que «com o pretexto de obter ganhos de eficiência e de melhorar os serviços prestados aos utentes destes importantes serviços descentralizados este não seja mais do que um primeiro passo no sentido de fundir os referidos serviços, conduzindo à destruição da rede de centros de emprego e ao perigo de perda de postos de trabalho».

Na terça-feira, o ministro do Emprego e da Segurança Social, Pedro Mota Soares, garantiu que não haverá despedimentos no âmbito da junção de instalações dos centros de emprego e da Segurança Social e que «não há fusão de serviços» mas sim, partilha de instalações.

Segundo o sindicato, «sendo conhecida a intenção do executivo de transferir para a alçada de empresas privadas alguns dos serviços atualmente prestados pelos centros de emprego, a FESAP vê nesta medida um sinal de que o Governo pretende privatizar serviços prestados pelos centros de emprego».

Nesse sentido, a FESAP exige ao presidente do IEFP, Jorge Gaspar, que esclareça esta situação, bem como as questões relativas às carreiras, concursos e horários de trabalho, terminando com a «destabilização e a intranquilidade geradas nos trabalhadores e nos serviços de ambos os organismos».

De acordo com uma notícia avançada na terça-feira pelo jornal Público, o atendimento ao público dos centros de emprego e dos serviços de Segurança Social vai passar a ser feito no mesmo local, através da partilha do mesmo espaço.

O jornal adiantava que, numa primeira fase, a partilha do espaço ocorrerá em 15 localidades, mas a intenção do Governo é alargar estes projeto-piloto a outras cidades do país.