O nível de atividade da reabilitação urbana aumentou 11,5% em outubro deste ano, em comparação com o mesmo mês do ano passado e após quatro meses em queda, segundo o barómetro da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN). 

Com base num inquérito aos empresários do setor da reabilitação urbana, realizado pela AICCOPN, verificou-se uma “evolução favorável em outubro, com crescimentos significativos no nível de atividade e na carteira de encomendas”, havendo também uma queda de 17,8% nas licenças emitidas pelas Câmaras Municipais em termos homólogos.

A evolução positiva do nível de atividade no setor acompanhou também a carteira de encomendas, que registou “um acréscimo homólogo de 9,3%, muito superior ao registado no mês anterior (+3%)”.

De acordo com as empresas que operam no mercado da reabilitação urbana, em outubro houve “uma significativa melhoria da atividade deste segmento, bem como a um considerável reforço das respetivas carteiras de encomendas”.

Em relação ao licenciamento de obras de reabilitação urbana, as Câmaras Municipais emitiram até ao final de setembro deste ano 4.058 licenças, o que traduz “uma quebra global de 17,8% face às 4.938 licenças emitidas no período homólogo de 2014”.

A redução de licenciamentos resulta de um decréscimo de 10,2% das licenças emitidas destinadas a edifícios habitacionais e de 24,6% nos edifícios não residenciais, mostra o barómetro.
 

Empreitadas com segundo pior mês em cinco anos


Já o volume total de concursos de empreitadas de obras públicas promovidos em outubro foi de 78,6 milhões de euros, ou seja, metade do valor promovido no mês anterior. Este registo é apenas 600 mil euros superior ao apurado em janeiro, e representa o segundo pior mês dos últimos cinco anos.

Desde o início do ano, foram promovidos 1.068 milhões de euros, valor que representa uma quebra de 18% face ao apurado no período homólogo de 2014.

No que se refere aos contratos celebrados, nos primeiros dez meses de 2015, o montante total no Observatório das Obras Públicas é de 880 milhões de euros, ou seja, 39% inferior ao verificado no período homólogo do ano passado.

Ainda de acordo com o barómetro, há cinco meses consecutivos que se verificam quebras homólogas superiores a 30%.

Os contratos celebrados em resultado de ajustes diretos, que representam 38% do total, atingiram os 335 milhões de euros, ou seja, menos 1% em termos homólogos.

Já os contratos celebrados em resultado de concursos públicos, ou seja, 56% do total, totalizaram 494 milhões de euros, menos 52% que os 1.038 milhões de euros apurados no período homólogo do ano passado.