A agência de notação DBRS admitiu hoje melhorar a perspetiva de longo prazo da dívida pública portuguesa, mas alertou para que tal dependerá da sustentabilidade da recuperação das finanças públicas e de um reforço do crescimento económico.

Portugal continua a fazer progressos, mas o ‘rating’ [avaliação] da DBRS para a dívida soberana portuguesa continua dependente de significativos desafios, um dos quais é o elevado nível da dívida pública”

Ora, em agosto, os últimos dados conhecidos, a dívida pública aumentou, pela primeira vez, para cima de 250 mil milhões de euros

Em comunicado, a agência canadiana diz que, “com a economia portuguesa a crescer a um ritmo robusto, o balanço fiscal primário com um excedente confortável e as taxas de juro das Obrigações do Tesouro novamente em níveis baixos, a perspetiva de sustentabilidade da dívida pública portuguesa pode melhorar".

Contudo, a DBRS entende que a evolução da dinâmica da dívida pública a longo prazo depende em grande medida da durabilidade da recuperação das finanças públicas e do reforço das perspetivas de crescimento económico no médio prazo”.

A Standard & Poor's decidiu retirar Portugal do "lixo" em setembro. Foi a primeira das três grandes agências de rating norte-americanas - Moody's e Fitch são as outras - a fazê-lo. Uma decisão que demorou cinco anos e meio a tomar e que surgiu precisamente a um mês da apresentação do Orçamento do Estado para 2018.

Já a Moody's seguiu o caminho da Fitch e passou, em setembro, a perspetiva para a dívida portuguesa de estável para positiva.