O secretário-geral da CGTP defende que a competitividade do país aumentará com uma melhoria dos rendimentos e mais emprego. Uma ideia expressa no dia em que foi avançado que Portugal desceu oito lugares no ranking do Fórum Económico Mundial, tando agora em 46º em 138 países.

A melhoria dos rendimentos corresponde a mais emprego, mais negócio para as empresas e, neste caso concreto, mais competitividade. Parece que é por aqui que as coisas têm de ser discutidas e não mais uma vez continuarem a repetir a conversa de sempre, que é necessário alterar a legislação laboral e pressionar os salários”.

Para Arménio Carlos, os dados hoje revelados sugerem que quem faz a definição dos critérios para a avaliação da competitividade são “as empresas ou entidades associadas às grandes empresas e multinacionais que têm como finalidade manter sempre um nível de pressão sobre os Estados e, particularmente sobre a legislação laboral”, disse à Lusa.

O que põe em causa a competitividade em Portugal “não é a legislação laboral” e “muito menos os salários”, mas algo que não está desligado do tecido empresarial e das dificuldades da esmagadora maioria das empresas, defendeu.

Arménio Carlos justificou ainda a perda de competitividade com a “falta de investimento na modernização das empresas, a ausência de qualificação de grande parte dos empresários e, por outro lado, a falta de resposta do mercado interno”.

As taxas e os impostos são apontados no Relatório Global de Competitividade (2016-2017) como o fator mais problemático (18%) para os negócios e são também a primeira preocupação manifestada pelos empresários.