O Barclays foi acusado, esta segunda-feira, de fraude alegadamente cometida em 2008. O Gabinete de Luta contra a Fraude do Reino Unido (SFO) acusa o banco de “assistência financeira ilegal” nas relações comerciais com investidores do Qatar, naquele ano.

Aquando da nacionalização dos bancos britânicos, Lloys Banking Group e Royal Bank Of Scotlands, o Barclays contraiu um empréstimo de 12.000 milhões de libras (13,6 mil milhões de euros) à Qatar Holdings, detida unicamente pelo Estado do Qatar, o que lhe permitiu não ser resgatado.

Destes 12 mil milhões de libras e ainda em 2008, o banco acabou por fazer um empréstimo à Qatar Holding no valor de 2.200 milhões de libras (2.482 milhões de euros).

A SFO considera que este empréstimo foi usado para comprar, direta ou indiretamente, ações do Barclays, e acusou o grupo britânico de “assistência financeira ilegal”.

O banco, por sua vez, disse que “o Barclays PLC e Barclays Bank querem apenas defender-se dos encargos que tenham” decorrentes das operações realizadas em 2008.

Em junho passado, o SFO considerou que os encargos referidos pelo Barclays estão relacionados com acordos de investimento para reforçar o capital do Barclays Plc, bem como com o empréstimo de 2.200 milhões de euros.

Os acordos envolveram também o Challenger Universal, um veículo de investimento ligado, na altura, ao primeiro-ministro do Qatar, Hamad bin Jassim bin Jabr al-Thani.

O Barclays tem uma licença bancária que lhe permite operar em diferentes países e, se for considerado culpado de fraude, poderá vir a perder essa autorização.