A agência Fitch cortou o rating da operadora brasileira Oi para D, o nível mais baixo de lixo. 

De acordo com um comunicado da operadora, a Fitch anunciou hoje a revisão do rating de crédito atribuído à companhia, diminuindo o rating de longo prazo nas escalas global e nacional de C para D”. Um corte que segunda a agência de notação financeira é automático sempre que uma empresa entra em incumprimento. O que aconteceu ontem quando a Oi apresentou um pedido judicial de proteção contra credores, no valor de 16,8 mil milhões de euros para evitar a falência. O maior pedido do género na história do Brasil.

Já hoje um tribunal do Rio de Janeiro reconheceu a urgência no processo judicial de proteção contra credores da operadora brasileira Oi da qual parte da antiga Portugal Telecom – Pharol - é a maior acionista indireta, com cerca de 23% do capital.

Com o anúncio feito pela Oi, fica ainda mais difícil a situação dos obrigacionistas da antiga Portugal Telecom. Aos todos são cerca de 3,750 mil milhões de euros que teriam que ser reembolsados até 2025.

O caso mais preocupante é, para já, as obrigações que vencem a 26 de julho. Uma linha cujo reembolso ronda os 231 milhões de euros. Na altura da sua constituição, em 2012, eram 400 milhões, que foram subscritos ao balcão por cerca de 20 mil investidores, 18 mil dos quais subscreveram até 50 mil euros cada.

Mas em 2015, com a alteração de emitente, a que levou o desmembramento da PT, foi dada aos obrigacionistas a hipótese de venderem e não passarem para a PT Internacional Finance que ficou com estas obrigações e com outras de diferentes maturidades.